Moedas de Terceira Travessia (1990-1993)
Brasil | 1 cruzeiro
Brasil | 5 cruzeiros
Brasil | 5 cruzeiros
Brasil | 10 cruzeiros
Brasil | 10 cruzeiros
Brasil | 50 cruzeiros
Brasil | 50 cruzeiros
Brasil | 500 cruzeiros (Encontro de dois mundos)
Brasil | 2.000 cruzeiros (Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento)
Brasil | 100 cruzeiros
Brasil | 500 cruzeiros
Brasil | 5.000 cruzeiros (200 anos da morte de Tiradentes)
Brasil | 1.000 cruzeiros
As moedas mais valiosas e populares
As moedas mais valiosas de Terceira Travessia (1990-1993) e procuradas pelos coleccionadores, de acordo com as estatísticas da Foronum, são as seguintes
Informações históricas
O Tercer Cruceiro foi a moeda oficial do Brasil de 1990 a 1993, durante um período de inflação elevada e de reformas económicas. A moeda foi introduzida como parte do Plano Collor, um ambicioso programa económico implementado pelo Presidente Fernando Collor de Mello para combater a hiperinflação e estabilizar a economia brasileira.
Caraterísticas e denominações
O Tercer Cruceiro foi dividido em 100 centavos e emitido numa variedade de denominações para fazer face à rápida desvalorização. As moedas do Tercer Cruceiro incluíam valores de 1, 5, 10 e 50 cruzeiros, cunhadas em aço inoxidável. Estas moedas apresentavam desenhos que reflectiam a flora e a fauna brasileiras, bem como símbolos nacionais. Com a aceleração da inflação, foram introduzidas notas de alta denominação, chegando a 500.000 cruzeiros. A rápida perda de valor da moeda fez com que as denominações mais baixas se tornassem rapidamente obsoletas, levando a mudanças frequentes na produção de moedas e notas.
Impacto económico e substituição
Apesar dos esforços do governo, o terceiro cruzeiro não conseguiu conter a inflação galopante que afectava o Brasil. A moeda perdeu rapidamente valor, o que levou à sua substituição pelo cruzeiro real em agosto de 1993. Durante a sua curta existência, o Tercer Cruceiro registou uma das taxas de inflação mais elevadas da história do Brasil, atingindo mais de 2000% ao ano. Esta situação económica extrema teve um impacto profundo na vida quotidiana dos brasileiros, que foram obrigados a adaptar-se constantemente às mudanças no valor do seu dinheiro. A experiência do Tercer Cruceiro deixou uma marca indelével na memória económica do Brasil e contribuiu para a implementação de medidas mais drásticas que acabariam por conduzir à introdução do Real em 1994, alcançando finalmente a estabilidade monetária.